À uma saudade que não se explica
Não se sabe porque mas sente-se
Não se sabe como, mas apenas voltou
Não se apaga
É uma ferida…
Uma ferida aberta, sem significado
Uma luz que se acende e apaga
Uma dor constante
Um aperto no peito
Um mendigo abandonado
Um choro seco
Um sonho inexplicável, incompreendido
Sentimos saudade naqueles momentos mais sós,
Mais abandonados,
Mais desprotegidos,
Mais desamparados…
Sentimos saudade,
Pelo o que é mais simples e complicado de entender (ou não)
Aquele olhar que ficou suspenso…
Aquela ansiedade
Porque voltamos a ver de novo aquela pessoa
Que nos marcou
Desde o primeiro olhar,
Primeiro gesto,
Primeiro toque na face,
Pela primeira palavra…
Tudo para dizer que...
Como o vento que não sabe para onde fugir…
Mas… o vento tem sorte…
Abraça e beija tudo o que toca…

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